Taxa de risco vai dividir 4,6 milhões de vacinas entre mais de 20 estados

Taxa de risco vai dividir 4,6 milhões de vacinas entre mais de 20 estados
SP aplicou primeiras doses da CornaVac no domingo (17)
SP aplicou primeiras doses da CornaVac no domingo (17) Divulgação

O Ministério da Saúde começa nesta segunda-feira (18) a distribuição de 4.636.936 doses de CoronaVac a todos os estados da federação sem ter ao certo a quantidade de doses que será recebida por cada um deles. A única exceção é São Paulo, que já conta com outras 1.357.640 doses que começaram a ser aplicadas no domingo (17), logo após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).  Os demais governadores afirmam que seus Estados já estão preparados para começar a imunização na quarta-feira (20).

Não há detalhes ainda do número de doses que será destinado a cada estado. Em uma divisão equitativa, menos de 200 mil seriam distribuídas para cada um. No entanto, há casos como o de Manaus, em que o aumento no número de casos foi tamanho que a semana foi marcada pelo desespero provocado pela falta de oxigênio para os pacientes.

Cerca de 150 pacientes com covid-19 de Manaus (AM) começaram a ser transferidos para oito capitais brasileiras na sexta-feira (15). A operação é coordenada pelo Ministério da Saúde e pelos governos estaduais e do Distrito Federal, com o objetivo é aliviar a rede hospitalar - pública e privada - da capital do Amazonas. Tanques de oxigênio e toneladas de insumos tiveram que ser transportados de outros estados para suprir a demanda. 

Em coletiva no domingo, o ministro Eduardo Pazuello disse que determinou que fosse levada em conta uma taxa de risco na distribuição de doses por estado. "Determinamos que houvesse uma taxa de risco colocada na distribuição para um Estado com mais risco ter mais entrega, e outro com menos risco ter a quantidade necessária para começar o trabalho. É uma coisa variável, que pode ir mudando ao longo do tempo", afirmou.

Os planos dos Estados para vacinar as pessoas incluem estratégias que preveem desde transformar escolas, igrejas ou quartéis em salas de vacinação até investir em sistema de drive-thru. Em algumas localidades mais remotas, a logística inclui transportar doses de barco ou avião e até armazená-las em frigorífico de peixe.