Perícia aponta que tiro disparado por bombeiro no rosto de colega foi a curta distância; polícia suspeita de crime passional

Polícia prossegue com investigações para esclarecer crime em Mongaguá, no litoral paulista. Muller Vanillle Alves da Silva Machado era colega de trabalho do suspeito Reprodução/Redes sociais A perícia inicial feita pela Polícia Civil indicou que o bombeiro de folga que matou com um tiro um colega guarda-vidas temporário, de 29 anos, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, efetuou o disparo a curta distância. Segundo a polícia, o suspeito alegou que atirou de uma distância de 2 metros, por não reconhecer Muller Vanillle Alves da Silva Machado, e achar que tratava-se de um assalto. Porém, uma testemunha apontou que ele atirou a cerca de 50 cm do guarda-vidas, versão reforçada pelo perito. O investigado foi preso, mas a Justiça concedeu liberdade provisória. A Polícia Civil suspeita da possibilidade de o crime ter motivação passional, já que o autor do disparo e a vítima mantinham um relacionamento com a mesma mulher, que testemunhou o disparo. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos. A defesa alega que o bombeiro acreditou que iria ser vítima de violência, e "apenas defendeu-se da possível injusta agressão". O caso ocorreu por volta das 19h30 de quinta-feira (4), no bairro Vera Cruz. A PM foi acionada após um morador ouvir um tiro. Chegando ao local, as equipes se depararam com o bombeiro no meio da rua. Ele informou que era policial militar e que atuava no Posto 3 do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), em Mongaguá. O suspeito relatou à polícia que dirigia o carro dele, quando percebeu que estava sendo perseguido por um homem em uma motocicleta. O bombeiro afirma que o motociclista desceu do veículo e veio em direção a ele. Também diz que pediu para que a vítima não se movesse, e como pensou que seria roubado, atirou na direção dela. O guarda-vidas foi atingido no rosto e caiu na via. O bombeiro afirma que apenas depois do tiro percebeu que se tratava de um colega de trabalho. Segundo a Polícia Civil, o suspeito deu versões diferentes para as autoridades. Além disso, testemunhas que moram na rua do ocorrido relataram terem ouvido uma discussão antes do disparo de arma de fogo. A mulher, que a polícia suspeita ser pivô do crime, afirmou às autoridades que reconheceu Muller quando ele ainda estava com o capacete, o que faz a polícia suspeitar da versão do bombeiro, de que não o reconheceu antes de atirar. Isso porque o suspeito estava mais próximo de Muller do que a mulher estava, e a vítima ainda caminhou em sua direção, sem o capacete. Conforme o boletim de ocorrência, a mulher também declarou em depoimento que o bombeiro lhe enviou mensagem por WhatsApp um dia antes do crime, questionando se ela mantinha algum relacionamento com Muller. Segundo relata, ela respondeu que já havia saído com ele algumas vezes, mas que não saía mais. No entanto, ela admitiu às autoridades que mentiu sobre isso ao autor do disparo, porque continuava saindo com o guarda-vidas. A mulher ainda afirmou à polícia que o disparo ocorreu a aproximadamente 50 cm de distância de um em relação ao outro, o que contradiz a versão do bombeiro, que alegou que o tiro teria sido disparado a uma distância de cerca de 2 metros. Ainda conforme a polícia, a perícia identificou que o tiro que matou a vítima foi feito a curta distância entre o atirador e o guarda-vidas. O rapaz confessou que não prestou socorro ao colega após o disparo, afirmando que a atitude foi tomada porque ele estaria em estado de choque naquele momento. Prisão e liberdade provisória O caso é investigado pela Polícia Civil, e a Polícia Militar acompanha o inquérito. O bombeiro foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes após. Porém, na tarde desta sexta-feira (5), a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito. De acordo com a decisão do juiz Bruno Nascimento Troccoli, da 2ª Vara de Mongaguá, apesar de se tratar de um caso de extrema gravidade, o bombeiro "possui ocupação lícita, é primário e tem bons antecedentes, não havendo indicativos de que se responder em liberdade irá colocar em risco a ordem pública". O juiz ainda determinou que o investigado deve seguir medidas cautelares, como comparecer trimestralmente em juízo para informar e justificar as suas atividades; estar em recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias em que estiver de folga; está proibido de ter qualquer tipo de contato, por si ou por outra pessoa, com as testemunhas civis ouvidas pela polícia; e está proibido de se ausentar de seu endereço por mais de oito dias consecutivos, sem prévia comunicação e autorização judicial. Defesa Por meio de nota, o advogado do bombeiro, Celso Carlos Perezin Junior, disse que houve um engano no crime, já que o bombeiro acreditou que iria ser vítima de violência e "apenas defendeu-se da possível injusta agressão". O advogado disse que trata-se de uma fatalidade, e que o acusado encontra-se profundamente consternado com os acontecimentos. Perezin ainda afirma que a defesa atuará junto ao estado no sentido de elucidar

Perícia aponta que tiro disparado por bombeiro no rosto de colega foi a curta distância; polícia suspeita de crime passional

Polícia prossegue com investigações para esclarecer crime em Mongaguá, no litoral paulista. Muller Vanillle Alves da Silva Machado era colega de trabalho do suspeito Reprodução/Redes sociais A perícia inicial feita pela Polícia Civil indicou que o bombeiro de folga que matou com um tiro um colega guarda-vidas temporário, de 29 anos, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, efetuou o disparo a curta distância. Segundo a polícia, o suspeito alegou que atirou de uma distância de 2 metros, por não reconhecer Muller Vanillle Alves da Silva Machado, e achar que tratava-se de um assalto. Porém, uma testemunha apontou que ele atirou a cerca de 50 cm do guarda-vidas, versão reforçada pelo perito. O investigado foi preso, mas a Justiça concedeu liberdade provisória. A Polícia Civil suspeita da possibilidade de o crime ter motivação passional, já que o autor do disparo e a vítima mantinham um relacionamento com a mesma mulher, que testemunhou o disparo. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos. A defesa alega que o bombeiro acreditou que iria ser vítima de violência, e "apenas defendeu-se da possível injusta agressão". O caso ocorreu por volta das 19h30 de quinta-feira (4), no bairro Vera Cruz. A PM foi acionada após um morador ouvir um tiro. Chegando ao local, as equipes se depararam com o bombeiro no meio da rua. Ele informou que era policial militar e que atuava no Posto 3 do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), em Mongaguá. O suspeito relatou à polícia que dirigia o carro dele, quando percebeu que estava sendo perseguido por um homem em uma motocicleta. O bombeiro afirma que o motociclista desceu do veículo e veio em direção a ele. Também diz que pediu para que a vítima não se movesse, e como pensou que seria roubado, atirou na direção dela. O guarda-vidas foi atingido no rosto e caiu na via. O bombeiro afirma que apenas depois do tiro percebeu que se tratava de um colega de trabalho. Segundo a Polícia Civil, o suspeito deu versões diferentes para as autoridades. Além disso, testemunhas que moram na rua do ocorrido relataram terem ouvido uma discussão antes do disparo de arma de fogo. A mulher, que a polícia suspeita ser pivô do crime, afirmou às autoridades que reconheceu Muller quando ele ainda estava com o capacete, o que faz a polícia suspeitar da versão do bombeiro, de que não o reconheceu antes de atirar. Isso porque o suspeito estava mais próximo de Muller do que a mulher estava, e a vítima ainda caminhou em sua direção, sem o capacete. Conforme o boletim de ocorrência, a mulher também declarou em depoimento que o bombeiro lhe enviou mensagem por WhatsApp um dia antes do crime, questionando se ela mantinha algum relacionamento com Muller. Segundo relata, ela respondeu que já havia saído com ele algumas vezes, mas que não saía mais. No entanto, ela admitiu às autoridades que mentiu sobre isso ao autor do disparo, porque continuava saindo com o guarda-vidas. A mulher ainda afirmou à polícia que o disparo ocorreu a aproximadamente 50 cm de distância de um em relação ao outro, o que contradiz a versão do bombeiro, que alegou que o tiro teria sido disparado a uma distância de cerca de 2 metros. Ainda conforme a polícia, a perícia identificou que o tiro que matou a vítima foi feito a curta distância entre o atirador e o guarda-vidas. O rapaz confessou que não prestou socorro ao colega após o disparo, afirmando que a atitude foi tomada porque ele estaria em estado de choque naquele momento. Prisão e liberdade provisória O caso é investigado pela Polícia Civil, e a Polícia Militar acompanha o inquérito. O bombeiro foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes após. Porém, na tarde desta sexta-feira (5), a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito. De acordo com a decisão do juiz Bruno Nascimento Troccoli, da 2ª Vara de Mongaguá, apesar de se tratar de um caso de extrema gravidade, o bombeiro "possui ocupação lícita, é primário e tem bons antecedentes, não havendo indicativos de que se responder em liberdade irá colocar em risco a ordem pública". O juiz ainda determinou que o investigado deve seguir medidas cautelares, como comparecer trimestralmente em juízo para informar e justificar as suas atividades; estar em recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias em que estiver de folga; está proibido de ter qualquer tipo de contato, por si ou por outra pessoa, com as testemunhas civis ouvidas pela polícia; e está proibido de se ausentar de seu endereço por mais de oito dias consecutivos, sem prévia comunicação e autorização judicial. Defesa Por meio de nota, o advogado do bombeiro, Celso Carlos Perezin Junior, disse que houve um engano no crime, já que o bombeiro acreditou que iria ser vítima de violência e "apenas defendeu-se da possível injusta agressão". O advogado disse que trata-se de uma fatalidade, e que o acusado encontra-se profundamente consternado com os acontecimentos. Perezin ainda afirma que a defesa atuará junto ao estado no sentido de elucidar os fatos, provando a inocência do bombeiro, "haja vista que este agiu em legítima defesa". VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos