Parte dos vacinados por falsa enfermeira não estaria imune 

Parte dos vacinados por falsa enfermeira não estaria imune 
Polícia encontrou soro na casa da vacinadora
Polícia encontrou soro na casa da vacinadora Reprodução / PF

Parte das pessoas supostamente vacinadas pela falsa enfermeira em Minas Gerais não estaria imune contra a covid-19. A informação foi confirmada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (7).

Segundo o delegado Rodrigo Morais, duas pessoas que prestaram depoimento hoje apresentaram exames que não apontaram a presença do reagente ao coronavírus.

Os testes, segundo a PF, foram feitos de forma espontânea em um laboratório particular. Ainda de acordo com o delegado, os investigadores devem pedir os mesmos testes para as outras testemunhas que ainda irão prestar depoimento. Até o fim desta semana, ao menos 60 pessoas devem ser ouvidas.

— Vamos pedir de todos. Obviamente não é obrigatoriedade deles entregar, mas as pessoas que temos ouvido têm colaborado e apresentado este exame.

As duas pessoas interrogadas nesta quarta-feira não tiveram os nomes divulgados. Ambas são de Belo Horizonte e prestaram depoimento por videoconferência por causa da pandemia. Elas não teriam recebido a vacina na garagem da empresa de ônibus onde Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas foi filmada, de jaleco branco, aplicando as doses.

Informações da PF dão conta que centenas de pessoas foram supostamente vacinadas pela falsa enfermeira, que na verdade é cuidadora de idosos. Ela atendeu empresários e parentes em bairros de luxo de Belo Horizonte, cobrando R$ 600 por pessoa.

Investigação

Segundo a PF, o resultado dos exames contribui para a suspeita que Cláudia não tenha, de fato, aplicado vacinas contra a covid-19 no grupo. Ainda não há definição sobre o assunto.

Durante buscas na casa da investigada, a Polícia Federal encontrou vacinas da gripe e frascos de soro fisiológico.