Justiça condena governo do DF a indenizar netos de idosa que morreu à espera de leito de UTI

Paciente, de 69 anos, ficou internada 14 dias até falecer. Valor foi fixado em R$ 50 mil; decisão é de primeira instância e cabe recurso. Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no DF, em imagem de arquivo TV Globo/Reprodução O governo do Distrito Federal foi condenado a indenizar dois netos de uma idosa de 69 anos que morreu enquanto aguardava leito em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública da capital. De acordo com a decisão, o Executivo local deve pagar R$ 50 mil, a título de danos morais. Militares do Exército são presos suspeitos de fraudar certificados de armas para caçadores MPF denuncia hacker por invasão a sistemas do Senado Federal A decisão é de primeira instância e cabe recurso. Questionado pelo G1, o GDF não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta reportagem. De acordo com o processo, a idosa foi internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em 6 de junho de 2019. Ela foi diagnosticada com "insuficiência respiratória aguda, doença renal crônica, com disfagia a esclarecer e escara sacral". Os netos informaram que a avó precisava ser internada em um leito de UTI com suporte dialítico, porém, foi colocada na lista de espera. Em 20 de junho, a idosa faleceu sem que conseguisse ser transferida. Versões Para os netos, houve negligência médica, já que a avó não conseguiu ser atendida adequadamente. Em contrapartida, o GDF afirmou que a paciente não foi internada porque não havia vagas em leitos adequados. O Executivo argumentou que o pedido de indenização é improcedente, já que o quadro de saúde da idosa era grave e "não foi demonstrada culpa no tratamento fornecido". Entretanto, para a juíza Maria Silda Nunes de Almeida, o prontuário da paciente mostra a piora gradual do quadro clínico, além da necessidade de internação em UTI, o que não ocorreu. Segundo a magistrada, "está demonstrada a negligência no atendimento à avó dos autores e, consequentemente, o nexo de causalidade". "Ainda que a negligência constatada, em razão da ausência de internação em leito de UTI com suporte dialítico, não tenha sido a causa única do óbito, em razão da gravidade do quadro, a avó dos autores perdeu a chance de um melhor atendimento, que poderia ter-lhe conferido maiores chances de sobrevida, melhora ou cura", disse a juíza. Veja vídeos do G1 em 1 Minuto DF Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Justiça condena governo do DF a indenizar netos de idosa que morreu à espera de leito de UTI

Paciente, de 69 anos, ficou internada 14 dias até falecer. Valor foi fixado em R$ 50 mil; decisão é de primeira instância e cabe recurso. Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no DF, em imagem de arquivo TV Globo/Reprodução O governo do Distrito Federal foi condenado a indenizar dois netos de uma idosa de 69 anos que morreu enquanto aguardava leito em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública da capital. De acordo com a decisão, o Executivo local deve pagar R$ 50 mil, a título de danos morais. Militares do Exército são presos suspeitos de fraudar certificados de armas para caçadores MPF denuncia hacker por invasão a sistemas do Senado Federal A decisão é de primeira instância e cabe recurso. Questionado pelo G1, o GDF não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta reportagem. De acordo com o processo, a idosa foi internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em 6 de junho de 2019. Ela foi diagnosticada com "insuficiência respiratória aguda, doença renal crônica, com disfagia a esclarecer e escara sacral". Os netos informaram que a avó precisava ser internada em um leito de UTI com suporte dialítico, porém, foi colocada na lista de espera. Em 20 de junho, a idosa faleceu sem que conseguisse ser transferida. Versões Para os netos, houve negligência médica, já que a avó não conseguiu ser atendida adequadamente. Em contrapartida, o GDF afirmou que a paciente não foi internada porque não havia vagas em leitos adequados. O Executivo argumentou que o pedido de indenização é improcedente, já que o quadro de saúde da idosa era grave e "não foi demonstrada culpa no tratamento fornecido". Entretanto, para a juíza Maria Silda Nunes de Almeida, o prontuário da paciente mostra a piora gradual do quadro clínico, além da necessidade de internação em UTI, o que não ocorreu. Segundo a magistrada, "está demonstrada a negligência no atendimento à avó dos autores e, consequentemente, o nexo de causalidade". "Ainda que a negligência constatada, em razão da ausência de internação em leito de UTI com suporte dialítico, não tenha sido a causa única do óbito, em razão da gravidade do quadro, a avó dos autores perdeu a chance de um melhor atendimento, que poderia ter-lhe conferido maiores chances de sobrevida, melhora ou cura", disse a juíza. Veja vídeos do G1 em 1 Minuto DF Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.